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04/11/2009 |

Comércio Internacional

Agronegócio do Brasil atrai sauditas

A possibilidade de investir no comércio internacional através da agropecuária do país interessou empresários árabes que se reuniram nesta segunda-feira, em Riad, com representantes de empresas e do governo brasileiro.

Empresários sauditas que se reuniram nesta segunda-feira (02) com representantes dos setores público e privado do Brasil, na Câmara de Comércio e Indústria de Riad, na Arábia Saudita, demonstraram forte interesse nas oportunidades de investimentos no agronegócio brasileiro. O país árabe, que tem clima muito seco, adotou como política produzir alimentos no exterior para abastecer seu mercado interno.

Os empresários e integrantes do governo brasileiro estão na capital saudita para participar da Saudi Agro-Food, feira do ramo de alimentos, e de uma missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ao Oriente Médio.

Após uma série de apresentações feitas pela delegação brasileira, o empresário Mohammed Al-Khorayef, que representa duas empresas que atuam no ramo agrícola (Al-Khorayef Group e Jannat), perguntou como fazer para realizar investimentos diretos no Brasil, qual a política sobre compra de terras por estrangeiros e se existem restrições ao uso da água para irrigação. “Isso nos interessa”, declarou.

De acordo com ele, as empresas querem investir na produção de batata, milho e outros grãos no exterior e com isso amplia sua rede no comércio internacional.. Elas já trabalham, segundo o executivo, em parceria com o grupo brasileiro Odebrecht em projetos de agronegócio na Venezuela e Equador e estudam iniciar negócios em Angola. As companhias sauditas estão começando também a atuar no Egito.

Já o presidente do Comitê de Política Agrícola da Câmara de Riad, Samir Kabbani, quis saber qual a política brasileira sobre propriedade de terras e sobre exportações.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Edilson Guimarães, disse que o tratamento para as empresas estrangeiras estabelecidas no Brasil é o mesmo dado às companhias 100% brasileiras. Ele acrescentou que não há restrição sobre o uso de água, nem sobre as exportações de itens agropecuários. Ele lembrou que é o agronegócio que sustenta o superávit da balança comercial brasileira.

O chefe do Departamento de Promoção Internacional do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, alertou, porém, que as regras sobre aquisição de terras por estrangeiros estão em discussão atualmente no Brasil e a legislação pode ser modificado no futuro. O secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, disse que a entidade vai enviar aos empresários sauditas um levantamento detalhado sobre o tema, em inglês e árabe.



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